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O que
a vítima deve fazer?
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Resistir:
anotar com detalhes toda as humilhações
sofrida (dia, mês, ano, hora, local ou setor,
nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo
da conversa e o que mais você achar necessário).
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Dar
visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente
daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram
humilhações do agressor.
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Organizar.
O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
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Evitar
conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre
com colega de trabalho ou representante sindical.
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Exigir
por escrito, explicações do ato agressor
e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P.
ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível
mandar sua carta registrada, por correio, guardando
o recibo.
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Recorrer
ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores
e contar a humilhação sofrida ao médico,
assistente social ou psicólogo.
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Buscar
apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto
e a solidariedade são fundamentais para recuperação
da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Importante:
Se
você é testemunha de cena(s) de humilhação
no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu
colega. Você poderá ser "a próxima
vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas
também será precioso. Não esqueça
que o medo reforça o poder do agressor!
Lembre-se:
O
assédio moral no trabalho não é um
fato isolado, como vimos ele se baseia na repetição
ao longo do tempo de práticas vexatórias e
constrangedoras, explicitando a degradação
deliberada das condições de trabalho num contexto
de desemprego, dessindicalização e aumento
da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade,
a identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve
passar pela organização de forma coletiva
através dos representantes dos trabalhadores do seu
sindicato, das CIPAS, das organizações por
local de trabalho (OLP), Comissões de Saúde
e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos
Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão de Direitos
Humanos e dos Núcleos de Promoção de
Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação
em matéria de Emprego e Profissão que existem
nas Delegacias Regionais do Trabalho.
O
basta à humilhação depende também
da informação, organização e
mobilização dos trabalhadores. Um ambiente
de trabalho saudável é uma conquista diária
possível na medida em que haja "vigilância
constante" objetivando condições de trabalho
dignas, baseadas no respeito 'ao outro como legítimo
outro', no incentivo a criatividade, na cooperação.
O
combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho
exige a formação de um coletivo multidisciplinar,
envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados,
médicos do trabalho e outros profissionais de saúde,
sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão
sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais
para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos
e violências e que seja sinônimo de cidadania.
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