Delegação da Bahia defende tese no Congresso da FENADADOS e propõe GREVE GERAL

Aconteceu entre os dias 14 e 17.07.2016, no Rio de Janeiro, o 19º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras de TI, onde participaram delegados sindicais de 18 estados da Federação. Os debates e as discussões giraram em torno da conjuntura nacional e internacional, regulamentação da profissão, gênero, igualdade racial, tecnologia da informação dentre outros.

Os delegados da Bahia que compõem a Oposição  de Esquerda na direção majoritária da Fenadados, foram enfáticos em defender as suas teses, denunciando a crise política, econômica, social e moral do governo Dilma/Temer. Eles são os principais responsáveis pelo desemprego de milhares de trabalhadores, pelas reformas que foram e serão implementadas na área da previdência e do trabalho, que retirarão direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores.

Para combater estas políticas entreguistas e neoliberais, a Oposição de Esquerda defendeu uma Fenadados  classista e independente de governo e de patrões. Todas as forças políticas que compõem a nossa categoria e são filiados à Fenadados, participaram do congresso e concordaram com a necessidade de unidade dos trabalhadores para que possamos politicamente unificar a luta.

O momento é preocupante, bastando observar na nossa base o que se fala e escreve sobre uma provável fusão entre o Serpro e Dataprev. Entre a Datamec e a Unisys haverá uma tal de “incorporação” o que trará demissões e fechamento de regionais. Para nós da Oposição de Esquerda esta unidade é fundamental para construirmos  uma saída, pois não vamos admitir que os trabalhadores paguem por uma crise que foi criada pelos irresponsáveis governantes. Para isso, é necessário romper com o capitalismo denunciando-o  em todos os fóruns do movimento social, sindicatos e centrais sindicais, construindo uma grande greve geral.

No âmbito internacional a Oposição de Esquerda denunciou os massacres e as guerras fomentadas pelo imperialismo e seus aliados, os bombardeios contra povo Sírio onde mais de 200.000 pessoas foram assassinadas e defendeu o rompimento do Brasil com países  por interesses econômicos que praticam guerras contra os povos pobres e oprimidos. Defendeu também o fortalecimento da América Latina, fim do boicote da ONU contra a Venezuela, o fim do repasse de lucro das empresas multinacionais e o não pagamento da divida externa. Todos os temas escritos na tese da oposição de esquerda foram defendidos em plenário.

No congresso, depois de longo debate foi montada por consenso uma chapa composta por todas as forças políticas. Houve uma renovação de 20% do quadro de dirigentes. Para a Oposição de esquerda houve um crescimento quantitativo e qualitativo, pois além de serem reconduzidos os diretores Celso Lopes, Stela Almeida e Antonio Vieira, foi eleito o Coordenador geral do Sindados, Luis Carlos França, que ocupará a pasta de Secretário da Igualdade Racial, mandato que vai de Julho de 2016 a Julho de 2019.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA!


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