Enquanto houver capitalismo haverá racismo

A Fenadados junto com os sindicatos filiados realizou no dia 22 de novembro de 2017, em Salvador-BA, o Encontro Nacional de Igualdade Racial dos Trabalhadores de Tecnologia da Informação. O debate contou com a presença de representantes de diversos sindicatos e teve como palestrantes Erilza Galvão dos Santos – Socióloga e Meire Reis – historiadora e Dr. Marcelo Amorim – assessor jurídico do Sindados.

O debate teve inicio com os palestrantes relatando sobre a chegada dos negros no Brasil, suas lutas libertárias e as diversas revoltas que ocorreram principalmente no estado da Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e outras. Foi denunciada a questão da intolerância religiosa, a necessidade de defenderemos as cotas, foi denunciado à imposição  do papel  secundário dos negros, das mulheres, e dos índios no mercado de trabalho desde o inicio da escravidão até os dias atuais. Foi reafirmado o papel importante na luta contra a escravidão, denunciado também o papel da mídia  racista, homofobica e escravocrata que tenta rasgar o papel da companheira Dandara, na historia.

O debate também norteou a questão da escravidão moderna e o repudio contra a lei, do governo ilegítimo de Temer, que descriminaliza o trabalho análogo a escravidão, a violência policial contra os negros (as) a falta de políticas publicas para atender a juventude, a matança por parte do estado contra essa mesma juventude (justificando envolvimento com drogas, como a tragédia que aconteceu em Salvador, onde foram assassinados covardemente 13 (treze) jovens e, que até agora, ninguém foi punido.

Enfim, debatemos a situação do negro e das mulheres no mercado de trabalho, que embora seja maioria em alguns setores da economia e de alguns estados, continuam recebendo menores salários, exercendo papel secundário, sendo descriminadas e assediadas moralmente a todo o momento, tanto na iniciativa pública como a privada. Foi debatido também a necessidade da luta contra o capitalismo, contra as privatizações as Reformas Trabalhista e Previdenciária sendo consensuado que enquanto houver capitalismo haverá racismo! E todo e qualquer tipo de intolerância.

Foi discutido também o papel dos negros na área de Tecnologia da Informação, onde foi constatado o seu papel secundário na atuação laboral e nos cargos estratégicos das empresas, onde em pleno debate fomos surpreendidos com uma propaganda deliberadamente racista por parte da direção do Serpro. Da qual repudiamos e ficamos de submeter ao jurídico uma moção de repudio não só pelos presentes no encontro como também pela Fenadados. Foi criado o fórum de discussão da igualdade racial que tem como participantes os sindicatos presentes coordenado pela secretária de igualdade racial da Fenadados, que já deliberou que o próximo encontro  vai ser na plenária nacional de campanha e foi deliberado que esse encontro nacional  ocorrerá anualmente sempre no mês de novembro e o local será tirado no próximo encontro que ocorrerá na plenária nacional de campanha salarial.

 

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SAUDAÇÕES SOCIALISTAS E LIBERTÁRIAS

LUIS CARLOS FRANÇA

DIRETOR DE IGUALDADE RACIAL DA FENADADOS