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Momento de ascensão das lutas

Campanha Salarial/Serpro/Dataprev/Cobra Tecnologia

Trabalhadores de várias categorias se mobilizam
contra a política econômica do governo

Trabalhadores(as)  de diversas categorias se organizam para se contrapor a política econômica do governo. Neste momento estão paralisados os trabalhadores dos Correios , Bancários ,  Metalúrgicos e Petroleiros, entraram legitimamente em greve, por tempo indeterminado. O que lamentamos profundamente é a falta de unificação dessas lutas, cada uma dessas categorias fazem suas campanhas em separado, sem conseguir unificar a luta, fortalecendo desta forma a política do governo, de atacar e retirar os direitos dos trabalhadores. Fragilizando-os  para atender os interesses do capital nacional e internacional, com uma política de superávit fiscal e primário que afronta a capacidade de discernimento crítico do nosso povo (banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro como tem ganho nos últimos anos. Somente no 1º semestre deste ano de 2011, os lucros dos maiores bancos foram da ordem de R$ 27,4 bilhões, aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior;

Piso salarial da categoria bancária não chega a 3 salários mínimos. Para efeito de comparação com vizinhos do cone sul: Brasil - piso de US$ 735,29; Argentina - piso de US$ 1.432,21; Uruguai - US$ 1.039,00. Há que se recordar também de que no Brasil a diferença entre o que ganha um executivo de banco ganha 400 vezes mais do que o piso de ingresso na categoria” !

Essa política econômica é continuidade de um passado não muito longe e segue a mesma política do governo anterior. A diferença é que a Dilma reconhece a corrupção, ao contrário do LULA, que em seu governo abrigava vários ministros comprovadamente corruptos, e também a Presidenta atual reconhece a crise econômica, não a chama de Marolinha e com mão de ferro, se articula com seus apoiadores, inclusive no movimento sindical, para que os trabalhadores paguem pela crise.

A direção do Sindados/Ba  a partir desse breve balanço tenta trazer a reflexão para nossa categoria, considerando que nós estamos com mais de 5 meses de campanha , o governo apresenta uma raquítica proposta econômica, retira direitos historicamente conquistados, e tenta atacar as organizações legítimas dos trabalhadores. Nesse momento crítico, três empresas da nossa categoria estão em campanha salarial: Serpro/Dataprev/Cobra tecnologia , as duas primeiras empresas têm dado um tratamento desrespeitoso, junto aos trabalhadores e seus representantes, no caso do Serpro as reuniões são para dizer nada por nada, a exemplo da reunião que ocorreu no dia 26.09.2011; a Dataprev, esta empresa tenta a todo custo retirar direitos como a indexação das cláusulas sociais, a implementação de marcação de ponto a revelia dos trabalhadores e seus representantes, empurra com a barriga uma PLR, no que  pese o seu ínfimo valor, já deveria ter sido paga, pois é dívida junto aos trabalhadores.

Sem falar na manutenção da reposição salarial de 6.51%, sem repor ganho real; essa última política praticada pelas três empresas. Na Cobra tecnologia a campanha vem se arrastando desde agosto e a empresa segue a mesma política das outras duas (Serpro/Dataprev), ou seja, se eles (os patrões) estão juntos contra nós, temos que nesse momento esquecermos as nossas diferenças, enquanto representantes sindicais, e unificarmos a luta, nos unirmos para que possamos impor uma derrota aos nossos algozes.

O Que isso tem haver com as greves que estão acontecendo nesse momento? Os patrões são os mesmos, o governo e seus históricos aliados também. Então neste sentido os sindicatos devem garantir  os mesmos objetivos, que justificam ou deveriam justificar sua existência, que é Defender os interesses dos trabalhadores, independente de governo e de patrão; não pregar a conciliação, a divisão; usar a dialética, enfrentar uma mesa de negociação sem abrir mão de direitos já conquistados com muita batalha, ou  seja  fazer nosso dever de casa e chamar a luta. Sendo assim, entendemos que o momento é ímpar para que possamos tentar unificar ou reunificar a nossa campanha salarial chamando um comando nacional com as três empresas, após as próximas reuniões entre Fenadados/Comissão/Sindical/serpro/Dataprev/Cobra.

Objetivando reconstruir  a possibilidade de usarmos as nossas legítimas  armas que é de cruzarmos  os braços, pois, essa é a única forma de fazermos com que saiamos vitoriosos desta campanha, caso contrário, perderemos o espaço,  o tempo e o  momento político de podermos demonstrar para o governo a histórica capacidade de luta e de reação já comprovada pela nossa aguerrida categoria de Processamento de dados e tecnologia da Informação.

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